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  Em meio às disputas religiosas da Europa do século XVI, Xavier Dorison e Joël Parnotte constroem uma aventura sobre honra, ambição e o verdadeiro significado de ser um mestre das armas. Uma aventura histórica que cresce durante a leitura Algumas histórias nos conquistam imediatamente. Outras precisam de tempo para revelar suas qualidades. O Mestre das Armas , de Xavier Dorison e Joël Parnotte, pertence, para mim, ao segundo grupo. Confesso que os primeiros momentos da leitura não me entusiasmaram tanto. A narrativa começa de maneira relativamente morna, apresentando seus personagens e estabelecendo as circunstâncias que conduzirão ao conflito principal. Entretanto, conforme a história avança, a situação muda. O que inicialmente parecia apenas mais uma aventura histórica passa a revelar questões interessantes sobre honra, ambição, tradição e responsabilidade. E existe outro atrativo que merece destaque desde o início: a arte de Joël Parnotte é muito boa. Seus desenhos são um dos p...

Thorgal, volume II: vikings, deuses astronautas, viagem no tempo e aventuras sem limites

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Entre vikings, civilizações antigas, viagens no tempo, magia e poderes mentais, Jean Van Hamme e Grzegorz Rosiński constroem uma aventura que desafia as fronteiras entre fantasia e ficção científica. Steampunk? Deuses astronautas? Mitologia de inspiração maia? Guerras entre povos? Telepatia e transformação da matéria? Tudo isso em uma história de vikings? É difícil imaginar uma combinação mais improvável. Mas talvez seja justamente essa a grande qualidade de Thorgal : quando acreditamos compreender o universo criado por Jean Van Hamme e Grzegorz Rosiński, os autores encontram uma maneira de nos surpreender novamente. Terminei a leitura do segundo volume de Thorgal: Série Clássica , publicado no Brasil pela Pipoca & Nanquim, e posso afirmar que a experiência foi ainda mais interessante do que eu imaginava ao começar. São oito histórias que transitam entre aventuras aparentemente independentes, uma grande saga envolvendo civilizações desconhecidas, narrativas inspiradas em diferentes...

Os quadrinhos estão realmente mais caros? Uma viagem de 1995 a 2026

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  O preço das HQs aumentou, as edições ficaram mais sofisticadas e muitos leitores dizem que colecionar quadrinhos se tornou um luxo. Mas será que acompanhar Marvel e DC era realmente mais barato no passado? Fomos aos números para investigar. A saudade de um tempo em que os quadrinhos eram baratos Basta frequentar fóruns de quadrinhos, acompanhar canais especializados no YouTube ou conversar com colecionadores para encontrar uma reclamação recorrente: as histórias em quadrinhos estão caras demais! As críticas geralmente seguem a mesma direção. As editoras teriam transformado as HQs em produtos de luxo, não há edições de entrada, os preços afastariam novos leitores e, antigamente, seria possível acompanhar os personagens favoritos gastando muito pouco. Não discordo necessariamente da primeira parte. Basta observar o preço de algumas publicações atuais para entender o desconforto dos consumidores. Mas a segunda afirmação sempre me causou certa estranheza. Comecei a comprar quadrinhos...

Liu Cixin: o escritor chinês que transformou a ciência em literatura cósmica

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Por Absurdo Fantástico Da China ao universo Durante décadas, a ficção científica internacional foi fortemente associada aos grandes nomes da literatura norte-americana e europeia. Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Robert Heinlein e Philip K. Dick ajudaram a construir o imaginário de gerações de leitores. Entretanto, uma das obras mais importantes da ficção científica contemporânea surgiu de uma tradição literária ainda relativamente pouco conhecida por muitos leitores brasileiros: a chinesa. Seu autor é Liu Cixin , escritor e ex-engenheiro que conquistou reconhecimento internacional com O Problema dos Três Corpos , primeiro romance da trilogia O Passado da Terra . Sua literatura combina conceitos científicos, conflitos históricos e especulações filosóficas em narrativas de proporções extraordinárias. Mas quem é Liu Cixin? E como um engenheiro de uma usina elétrica chinesa se tornou um dos nomes mais conhecidos da ficção científica mundial? Uma infância marcada pela história chinesa Liu C...

O Problema dos Três Corpos: a ficção científica sob o olhar chinês

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  Por Absurdo Fantástico Autor: Liu Cixin Título original: 三体 ( Sān Tǐ ) Publicação original: 2006, em formato seriado; 2008, em livro Editora brasileira: Suma Gênero: Ficção científica hard, primeiro contato e especulação científica Uma perspectiva diferente da ficção científica A ficção científica que chega ao público brasileiro é predominantemente influenciada pelas tradições norte-americana e europeia. Autores como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke e Robert Heinlein ajudaram a estabelecer muitas das referências com as quais estamos habituados a imaginar o futuro, a exploração espacial e o encontro com outras civilizações. Nesse cenário, O Problema dos Três Corpos , do escritor chinês Liu Cixin, oferece uma experiência particularmente interessante.cix O romance apresenta uma maneira de contar uma história de ficção científica que, embora dialogue com os grandes clássicos do gênero, também carrega uma perspectiva histórica e cultural chinesa. Liu Cixin privilegia grandes questõ...

Lone Sloane: Philippe Druillet e a psicodelia da criação cósmica

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  Por Absurdo Fantástico Autor: Philippe Druillet Roteiros adicionais: Jacques Lob ( Delirius ) Publicação original: A partir de 1966 Origem: França Editora brasileira: Pipoca & Nanquim Gênero: Ficção científica, fantasia cósmica e quadrinhos experimentais Uma viagem além dos limites da ficção científica Existem histórias em quadrinhos que procuram contar uma aventura. Outras desejam construir universos complexos, desenvolver personagens ou explorar conflitos humanos. E existem obras que parecem interessadas em ultrapassar os próprios limites da linguagem narrativa. Lone Sloane , de Philippe Druillet, pertence a essa última categoria. Criado em 1966, o personagem atravessa um universo de dimensões quase inconcebíveis, habitado por entidades misteriosas, civilizações decadentes, arquiteturas monumentais e forças que parecem desafiar as próprias leis da existência. Entretanto, tentar compreender Lone Sloane exclusivamente pelos acontecimentos de sua trama talvez seja a man...